26 de fevereiro de 2010

Calibre e Encordoamento - 4ª parte

NÍVEL DE JOGO E DESENHO DAS RAQUETES INFLUENCIAM NA ESCOLHA DA CORDA

A percepção popular do badminton como um esporte “calmo” ignora a importância da potência no jogo. Jogadores com menos potência podem competir com sucesso em tênis e squash, fazendo com que a bola fique o mais longe possível de seu oponente. Isto não acontece com o badminton, porque virtualmente todas as jogadas caem perto do jogador oponente, a não ser que você o obrigue a ficar no fundo da quadra. E para que isto seja possível, você vai precisar de batidas com potência para ultrapassar as características aerodinâmicas de arraste da peteca. Uma perda de potência é simplesmente uma oportunidade para um smash de seu oponente. Potência é um pré-requisito para um jogador de alto nível.

Conforme o jogador de badminton passa do nível de iniciante, ele ou ela ficam mais fortes. Mas quando jogadores igualmente potentes competem entre si, o controle passa a ser o fator decisivo. Portanto, os jogadores devem ajustar seu equipamento, sua raquete e sua corda para seu nível de habilidade.

Iniciante, intermediário ou avançado? Tente esta metodologia para selecionar a corda correta para seu nível de jogo.

Iniciante

Análise:
Como um iniciante, você não está completamente familiarizado com controle: você está ainda tentando colocar a peteca na linha de fundo do seu oponente. O fato de você errar freqüentemente a batida, enfatiza a necessidade de uma corda que forneça uma boa potência, mesmo se você estiver batendo fora do local ideal na raquete. Porque você ainda está na fase iniciante, você provavelmente desejará economizar algo com seu equipamento, então a durabilidade da corda pode ser um importante item a considerar.

Recomendação: Potência vem da flexibilidade. A sua raquete deve ser bem fabricada e flexível e também a sua corda. Use uma corda multifilamento com calibre razoavelmente forte (20 ou 21 cal.) para boa durabilidade, encordoe com uma baixa tensão, entre 12 a 18 lbs., para obter bastante flexibilidade e potência.

Intermediários

Análise: Seus movimentos agora são mais potentes. Você estará desenvolvendo seu controle, mas você ainda necessitará usar mais velocidade na peteca. Estará nesta fase mais comprometido com o esporte e estará já trocando as cordas mais freqüentemente, para assegurar que seu equipamento esteja em ótimas condições. A durabilidade das cordas não é tão importante como era antes.

Recomendação: Nesta fase você estará usando uma raquete menos flexível. Você aceitará esta diminuição na potência pois já estará com uma grande melhora no controle. Do mesmo modo que sua corda. Você poderá usar agora uma corda multifilamento com calibre mais fino (21 ou 21-micro) e encordoar com um pouco mais de pressão (de 18 a 20 lbs.), para obter uma tensão maior e uma corda mais firme.

Neste caso, você terá poucas opções. Se você ainda preferir sua raquete mais flexível, você poderá iniciar encordoando-a com um pouco mais do que 18 a 20 lbs. Ou se preferir como um profissional, uma raquete ultra-inflexível. Você poderá encordoar com menos pressão para ter uma grande flexibilidade. O ponto, neste nível, é que o seu jogo necessita de ambos, controle e potência, então seu equipamento deve demonstrar uma combinação entre rigidez e flexibilidade.

Avançados

Análise: Potência não é mais um problema, é uma característica inerente ao seu jogo. A potência vem de seus movimentos, não de seu equipamento, os pontos são ganhos ou perdidos na tática e colocação das jogadas. Você necessitará do máximo controle possível de seu equipamento. Você deverá estar disposto a gastar mais em encordoar freqüentemente sua raquete, devido ao aumento no rompimento de suas cordas.

Recomendação: Sua raquete deve ser rígida da parte de cima até a parte de baixo: Cabo firme, cabeça firme, área da corda na raquete deve ser firme, a qual deverá se manter plana mesmo durante uma smash muito forte. Deve ser escolhida uma corda multifilamento fina (21-micro) e encordoá-la com uma pressão entre 20 a 25 lbs.

Fonte: Confederação Brasileira de Badminton (Colaboração: Celso Wolf Júnior - Presidente da CBBd)

24 de fevereiro de 2010

Técnica - Slice

Tenho um vídeo em animação gráfica que mostra o movimento da técnica do slice, um golpe perigoso que é muito usado no badminton. Alguns praticantes o confundem com o smash, mas reparem que no slice não há salto.

22 de fevereiro de 2010

Táticas de jogo - 12ª parte

Estratégias de Duplas Mistas

II - Saque para Homens

Como o homem em duplas mistas convencionais cobre a área da quadra delimitada pela linha frontal de saque, as linhas laterais e a linha de fundo, ele tem que sacar do centro desta área assim ele estará em posição de alcançar a resposta do saque.

Isto fica mais aparente quando lembramos que o saque que é golpeado abaixo da linha da cintura é um golpe defensivo. O homem deve servir, então, aproximadamente um passo atrás da linha de saque frontal e bem perto da linha central. Considerando que ele saca um pouco atrás, o saque leva mais tempo para cruzar a rede o que permite aos oponentes mais tempo para correr e cortar. Sendo assim, o serviço do homem também deve ser bem rente à rede e deve ser batido com velocidade para evitar a questão de velocidade anteriormente mencionada.

Novamente, é quase irrelevante o quão dentro da linha de saque frontal do adversário a peteca cai, contanto passe bem rente ao topo da rede. Como a mulher, o homem deve praticar variações de saque tão disfarçadas quanto possível e deve alternar estes saques no jogo. Claro que, tanto mulheres quanto homens devem explorar qualquer fraqueza óbvia na recepção de saque de seus oponentes.

Fonte: Federação de Badminton do Estado de São Paulo - FEBASP

19 de fevereiro de 2010

Exercícios para melhorar sua técnica

No dia 10 de fevereiro eu publiquei aqui um texto que o Nagato havia disponibilizado traduzido no Blogminton, que falava de exercícios para melhorar seu jogo. Aproveitando o tema daquela postagem, eu editei um vídeo com exercícios físicos para badminton, são alguns movimentos que ajudam a desenvolver a técnica do praticante. Vale a pena conferir:

17 de fevereiro de 2010

Calibre e Encordoamento - 3ª parte

COMBINAÇÃO DIÂMETRO DA CORDA E TENSÃO

Muito da potência nas raquetes de badminton vêm do efeito trampolim, quer dizer o estiramento e o retorno rápido da corda após o contato com a peteca. Quanto mais elástica a corda, mais potência é gerada. Cordas finas são naturalmente mais elásticas do que cordas mais grossas. Encordoamentos com baixa pressão podem se esticar mais do que os de alta pressão. Então se você quer aumentar a sua potência no jogo (e quem não quer?) existem duas maneiras de se conseguir isto.

O outro lado da moeda é o controle. Quanto mais a corda se estica no impacto com a peteca, mais difícil é controlar sua direção e os efeitos. Imagine tentar jogar tênis de mesa com uma raquete com o fundo redondo ao invés de uma raquete plana. Isto é particularmente importante para as batidas fora do centro da raquete, onde a corda se estica mais em um dos lados onde a peteca toca do que em outro, produzindo um efeito trampolim fora do centro da raquete.

O controle é também afetado por um segundo fenômeno, o qual é chamado tempo de toque. Quanto mais a corda estica, mais longo o tempo de toque, durante o qual a peteca permanece em contato com a raquete. Com um encordoamento de alta pressão, a peteca salta da raquete no mesmo instante. O jogador pode sentir e ver o instante do contato e ajustar o ângulo da raquete corretamente. Mas com um encordoamento elástico, a peteca é carregada pela raquete com grande grau de variação como um arco. É difícil para o jogador saber exatamente este grau de variação na batida neste caso tornando-se difícil fazer um ajuste apropriado.

Usando-se uma corda mais grossa, ou encordoando com alta pressão, será produzido um encordoamento mais firme e melhora o controle sobre a peteca - exatamente o oposto - naturalmente, das leis do encordoamento para ter mais potência. Mas aqui temos mais um fator a considerar: com a mesma tensão em libras, uma corda mais fina é mais elástica do que uma mais grossa, então a corda mais fina se comporta como se fosse mais grossa. Se você estiver usando uma corda com diâmetro de 20, encordoe com 22 libras de pressão e mude para uma mais fina, com 21 de diâmetro para obter mais potência. Você neste caso provavelmente terá que reduzir a pressão para 17 ou 18 lbs. Com 22 lbs. a corda mais fina parecerá muito dura e você na realidade sacrificará a potência, se comparar com uma corda mais grossa. Chamamos este fenômeno de tensão relativa.

Mudando a tensão você poderá ajustar a potência ou controle que pode conseguir com qualquer corda, grossa ou fina. Mas isto não quer dizer que cordas finas ou grossas podem se comportar identicamente. A corda mais fina penetra um pouco mais na cortiça da peteca no impacto e isto tende a melhorar o controle. Corda mais fina gera menos resistência no ar, fazendo com que a raquete possa ser movimentada um pouco mais rápida, mais potência. Ambos estes fatores são tão pequenos, todavia, que poucos jogadores podem detectar todos estes efeitos.

Por outro lado, cordas mais grossas são mais duráveis e mantém a tensão por mais tempo, assim mais econômicas. E se você não for o tipo de jogador que encordoa as raquetes freqüentemente, você obterá uma performance melhor por causa do uso prolongado de cordas mais grossas.

Resumindo, veja a seguinte tabela:

Corda escolhida

Potência

Controle

Durabilidade

Diâmetro fino/Baixa tensão

Alta

Baixo

Média

Diâmetro fino/Alta tensão

Média

Médio

Baixa

Diâmetro grosso/Baixa tensão

Média

Médio

Alta

Diâmetro grosso/Alta tensão

Baixa

Alto

Média


Fonte: Confederação Brasileira de Badminton (Colaboração: Celso Wolf Júnior - Presidente da CBBd)

15 de fevereiro de 2010

Trabalhando pelo nosso esporte favorito

Na última quinta-feira, dia 11 de fevereiro, a coordenação do badminton amapaense, na ocasião representada por mim, pelo Alfredo e pelo Fernando, esteve reunida na sede da Equipe Elite para deliberar assuntos referentes à prática do esporte, como finanças, estrutura, ensino, organização e método de jogo. Na ocasião estiveram presentes os praticantes Fred e Marcos, que foram convidados a ajudar no gerenciamento do nosso principal local de jogo, que é a quadra do Colégio Atual.



Um dos pontos em pauta foi a durabilidade das petecas utilizadas. Geralmente utilizamos a Mavis 350 da Yonex, mas já testamos de outras marcas, como Head e Babolat. O que se discutiu foi a possibilidade de voltar a usar outra marca de peteca, já que a da Yonex tem danificado muito rápido, e como todos sabemos, não existe loja de material esportivo em Macapá que disponibilize para compra imediata peteca ou qualquer outro material de badminton.



Foi uma reunião bastante proveitosa, com várias decisões tomadas com o intuito de melhorar cada vez mais a prática do badminton no Amapá. Vamos trabalhar para que tudo possa acontecer, sempre contando com a ajuda de todos.

12 de fevereiro de 2010

Badminton é notícia

Na última terça-feira, 09/02, pela manhã fui procurado pela redação do jornal Diário do Amapá, que estava querendo noticiar o badminton amapaense mais uma vez, então eu dei uma informação em primeira mão. No dia seguinte, quarta-feira, saiu uma nota com o resultado da conversa que tive com a jornalista Cinthya Almeida. Não consegui comprar o jornal impresso pra colocar a imagem da nota, mas peguei no site do jornal o texto que foi publicado.

Antes de vocês lerem o texto do jornal eu preciso esclarecer alguns assuntos e desfazer alguns equívocos. Estamos tentando trazer um curso de capacitação em badminton aqui pro Amapá, nada muito avançado, é um curso básico que vai servir tanto pra quem já pratica e não conhece teoria e fundamentos, quanto pra quem quer conhecer o esporte e, principalmente, começar a praticá-lo.

Temos duas possibilidades de curso: uma através do contato do prof. Aldir Dantas com o ex-treinador da seleção brasileira de badminton, Luiz de França, e outra através do meu contato com o atual presidente da Federação de Badminton do Rio de Janeiro, prof. Cláudio Oliveira Santos. Nada nos impede que consigamos trazer dois cursos, mas se isso acontecer será um de cada vez, obviamente.

Tudo esclarecido, vamos ao texto publicado na edição da última quarta-feira do jornal Diário do Amapá.

Praticantes do badminton buscam maneiras de atrair mais adeptos para o esporte

Com o intuito de atrair mais adeptos para o badminton, atletas que praticam o esporte no Amapá estão preparando um curso que será ministrado ainda neste semestre.
Segundo Ivan Daniel, que pratica o esporte há cerca de um ano, o curso será importante para o aperfeiçoamento das pessoas que já praticam o esporte e também para aqueles que querem começar a praticá-lo.
Ivan Daniel disse que eles estão confirmando a participação no curso de duas pessoas, sendo que uma é do Rio de Janeiro e, outra, de São Paulo. "Estamos acertando com Luís de França, técnico da Seleção Brasileira de Badminton, que mora em São Paulo, e com Cláudio Oliveira, presidente da Federação do Rio de Janeiro",declarou.
O Badminton é um esporte individual ou de duplas, semelhante ao tênis, praticado com raquetes e peteca, existente há mais de 2000 anos. É o segundo esporte mais praticado no mundo, sendo o mais rápido esporte de raquetes, com a peteca alcançando velocidades de até 350 km/h em um "smash".

Diário do Amapá, 10 de fevereiro de 2010.

10 de fevereiro de 2010

Exercícios para melhorar seu jogo

O texto abaixo eu encontrei no Blogminton, do amigo Ricardo Nagato. É um texto originalmente em inglês, mas o Nagato publicou já traduzido para o português. Por isso que eu digo que o Blogminton é o melhor blog de badminton do Brasil. Vamos ao texto:

Melhore seu jogo com exercícios de badminton

Artigo extraído de http://www.articlesbase.com/sports-and-fitness-articles/improve-your-game-with-badminton-drills-1746904.html, de autoria de Chau Yap, editor do Badminton-Information.com.

Jogar muito badminton pode ajudar seu jogo, mas se você quer realmente melhorar, você precisa praticar exercícios também. Vários exercícios podem ajudá-lo a focar em alguns movimentos e golpes para ajudá-lo a desenvolver seus músculos e aumentar sua velocidade. Alguns exercícios você pode fazer sozinho, mas você também irá precisar de um parceiro para outros.

Badminton "Sombra"

O primeiro exercício é o badminton sombra, que é jogado sem peteca e com um parceiro. Deixe seu parceiro se movimentar pela quadra e dê os seus golpes (acompanhando seu parceiro) como se fosse um jogo real. Embora não haja peteca, você deve se esforçar neste exercício e jogar como se fosse um jogo de verdade.

Exercício de Rali contra a Parede

Você pode fazer este exercício sozinho e você irá precisar de uma peteca velha também. Faça seus golpes contra uma parede (com pelo menos 6 metros de altura) para fortalecer seus braços. Você pode até marcar a parede em 1,55 metros para mostrar onde a rede deveria estar. Tente acertar a peteca assim que ela rebater na parede para melhorar sua velocidade, reflexos (tempo de reação) e movimentos de punho.

Múltiplas Petecas

Um parceiro deve ter um certo número de petecas para usar nesses exercícios. Você toma sua posição em seu lado da quadra, com seu oponente do outro lado. Ele rapidamente serve para você, colocando a peteca em diversas partes da quadra para você retornar. Uma variação deste exercício tem o seu parceiro servindo para o fundo de quadra de forma que você pratique seus clears, drives e smashes. Alternativamente, você pode ficar próximo à rede para praticar uma variedade de batidas na rede.

Jogo de Simples em Meia Quadra

Este é mais como um jogo real com outra pessoa. Apenas jogue uma partida normal de simples de badminton, mas apenas em uma metade da quadra. Você pode melhorar seu trabalho de pernas e resistência com este exercício.

2 Contra 1

Contrapor você contra 2 pessoas é um ótimo exercício para melhorar sua velocidade, resistência e precisão dos golpes. Tenha 2 parceiros jogando contra você usando uma formação de ataque frente-trás (um parceiro à frente e outro atrás), de forma que você possa focar seu jogo sob pressão.

Passar algum tempo entre jogos com qualquer um desses exercícios (ou todos eles) é um tiro certo para melhorar suas habilidades no badminton e começar a ganhar mais jogos.

8 de fevereiro de 2010

Táticas de jogo - 11ª parte

Estratégias de Duplas Mistas

Nesta discussão sobre duplas mistas, assume-se que homens e mulheres desejam jogar dupla mista e estão preparados para aceitar as responsabilidades cabíveis a cada um.

Por questão de organização, discutiremos duplas mistas sob os seguintes títulos:
I - Saque para Mulheres;
II - Saque para Homens;
III - Recepção de Saque para Mulheres;
IV - Recepção de Saque para Homens;
V - Jogo Ofensivo - Tarefas da Mulher;
VI - Jogo Ofensivo - Tarefas do Homem;
VII - Jogo Defensivo - Tarefas da Mulher;
VIII - Jogo Defensivo - Tarefas do Homem;
IX - Conclusão.

I - Saque para Mulheres

Muitos homens em duplas mistas têm o hábito de intimidar a mulher adversária cortando o saque dela diretamente sobre ela. Isto tende a ter um efeito composto porque o medo da cortada leva a um saque pior. O segundo efeito é irritar o parceiro dela por causa do serviço ineficiente. Então, a mulher em duplas mistas deve praticar:

1) Um serviço curto bem rente à rede. O que é importante é que o saque passe bem rente ao topo da rede, o quão dentro da área de saque ele cai, é de menor importância.

2) A mulher também deve desenvolver um segundo saque - de efeito ou alto - que é disfarçado até o ponto de contato para parecer com um saque curto.

Uma mistura adequada destes saques deve tirar o homem do time adversário da zona de equilíbrio levando-o a perder eficiência rapidamente. Tente não mostrar que você tem medo de jogo rápido, olhe-o nos olhos antes do saque e então decida calmamente qual será o seu tipo de saque.

Depois de um saque curto, mantenha sua raquete para cima, seguindo a direção do saque, até ficar sobre o "T" formado pela linha central e a linha de saque frontal. Depois de um saque longo, a ação defensiva será descrita no tópico "Jogo Defensivo - Tarefas da Mulher".

Fonte: Federação de Badminton do Estado de São Paulo - FEBASP

5 de fevereiro de 2010

Empunhadura

Já falei aqui no blog sobre empunhadura, é um assunto importante na técnica do badminton. Muitos praticantes têm dificuldade de manter essa técnica durante o jogo (é o meu caso), outros não possuem ou não conhecem a técnica.

Um praticante de badminton aqui do Amapá que sempre fala da empunhadura é o Pedro Ivo. Ele fica fazendo o movimento de pegada no grip da raquete pra todo mundo ver o tempo todo (rsrsrsrs...), então eu resolvi ajudá-lo nessa sua árdua batalha de ensinar a empunhadura correta.

Assistam a esses dois vídeos, um com a empunhadura de forehand (à esquerda) e outro de backhand (à direita).

3 de fevereiro de 2010

Calibre e Encordoamento - 2ª parte

MUDANÇAS NA PRESSÃO DA CORDA AFETAM A PERFORMANCE DA RAQUETE

A raquete e a corda devem trabalhar em conjunto como uma unidade, assim escolher a pressão correta é uma das decisões mais importantes na escolha do equipamento que um jogador pode fazer. Não devemos pensar no passado, quando todas as raquetes eram feitas do mesmo material (madeira), todas tinham o mesmo desenho de cabeça e todas eram encordoadas com 15 lbs. de tensão. O desenvolvimento e uso de novas tecnologias fizeram com que a escolha entre tipos de encordoamento se tornasse bem mais complexa.

Existem atualmente inúmeros desenhos diferentes de cabeça de raquetes, tamanhos, padrões de encordoamentos, grande variedade na ação do cabo das raquetes, de flexíveis a totalmente inflexíveis. A tensão da corda deve ser feita considerando todos estes dados. A tensão de encordoamento recomendada hoje em dia varia de 15 a 24 lbs. ou mais. Isto quer dizer que existe um grande espaço para se cometer erros. Ou utilizar estes dados de uma maneira mais profissional e clara: existe uma grande oportunidade do jogador fazer um ajuste fino de sua raquete para que se encaixe em seu estilo de jogo, alterando a pressão da corda dentro de uma grande variação. Se você não gosta da performance de sua raquete, nunca pense em trocar por outra antes de testar cordas diferentes e tensões diferentes.

A equação básica é:

Maior tensão

é igual a maior controle

Menor tensão

é igual a maior potência


A corda com menor tensão tem maior flexibilidade e se estica quando entra em contato com a peteca e rapidamente volta para seu comprimento inicial. Este efeito trampolim (ou retorno) adiciona potência na batida. Se a raquete estiver encordoada com alta pressão, terá menor flexibilidade, ocasionando um menor efeito trampolim. Por outro lado, corda com alta tensão ficará mais firme com baixa flexibilidade, fazendo com que facilite o controle na direção onde quer se jogar a peteca. Todavia tenha em mente estes limites: pressão excessiva faz com que a corda e a raquete se quebrem mais facilmente e pressão muito baixa faz com que perca totalmente o controle e a potência.

Uma raquete perde cerca de 10% da tensão um dia após seu encordoamento e também se não for utilizada. A tensão, conforme se usa a raquete, vai diminuindo com o tempo. A perda de tensão é devido à flexibilização a nível molecular e isto é um fato que tem que ser considerado: trabalhe com esta informação e não contra isto. Pense em termos de uma pressão de encordoamento como a inicial, ou tensão referência. Aprenda qual tensão referência funciona melhor para você durante a vida útil da corda e siga esta informação.

Verificar a tensão em uma raquete já encordoada pode ser feita com um equipamento especial, mas não é um exercício muito correto. Quando a corda fica muito solta (se não estiver ainda rompida), quer dizer que as moléculas já se esticaram consideravelmente, aumentar a pressão da corda na raquete, não a fará retornar para sua forma original. Portanto, não perca tempo em medir a pressão do encordoamento de sua raquete, faça um novo.

A fabricação da corda por si mesma afeta a tensão da corda e sua performance. O núcleo da corda, o qual fornece as características primárias de resistência e potência, é feito de uma quantidade de diferentes polímeros. Cada um com diferentes níveis de elasticidade, estabilidade da tensão, durabilidade etc. Os filamentos usados para fabricar estes núcleos variam em tamanho, quantidade e orientação - por exemplo: torcidos ou lisos - entre diferentes modelos de cordas.

Cuidados semelhantes são aplicados também na capa da corda, a qual fornece a principal resistência à abrasão e características de “controle”.

O ponto a ser aqui destacado é que a fabricação de cordas é um assunto muito técnico, o qual na verdade é realmente entendido somente pelos engenheiros têxteis especializados nesta área. Em geral, os jogadores devem ignorar estes detalhes técnicos e prestar atenção em como ele sente a corda no seu jogo.

Sempre é uma boa idéia discutir com um técnico certificado em encordoamento que entende realmente de badminton. Mas entender sobre tensão de cordas é mais parecido com um teste de Português do que Matemática: não existe somente uma resposta e a decisão final tem que ser feita pelo jogador, baseada em suas habilidades, estilo de jogo e preferências. Se você for fisicamente forte, você deve querer adicionar controle em seu jogo encordoando sua raquete com mais pressão. Ou você quer que suas batidas sejam mais fortes encordoando com menos pressão. Ou você pode escolher algo entre um balanço de potência e controle. Do mesmo modo que os jogadores mais técnicos que não são fisicamente muito fortes: você pode selecionar uma tensão de corda que maximize suas vantagens, minimize suas desvantagens ou fraquezas ou consiga uma média de todas as opções. Conhecendo como a tensão do encordoamento afeta seu jogo, você irá otimizar a sua própria performance e da sua raquete.

Fonte: Confederação Brasileira de Badminton (Colaboração: Celso Wolf Júnior - Presidente da CBBd)

1 de fevereiro de 2010

Pictogramas Londres 2012

Visitando o blog Londres Olímpica, do jornalista Everton Domingues, encontrei os pictogramas dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Além de jornalista, Everton é pesquisador apaixonado por esportes, com quase 30 aos de caminhada olímpica, de atleta a profissional da informação, participando, entre outras, das coberturas dos últimos seis Jogos Olímpicos, além das quatro mais recentes Olimpíadas de Inverno. Já fez parte das equipes da ESPN, SBT, Record e Globo, todas na cidade de São Paulo.

O curioso dos pictogramas de Londres 2012 é que foram criados dois tipos de design para cada modalidade. O primeiro é a tradicional silhueta, com fundo preto e símbolo branco ou vice-versa. O segundo é o dinâmico, que foi inspirado no mapa das linhas do metrô londrino, o mais antigo do mundo, operando desde 1863.

Separei os pitctogramas do badminton. Vejam como ficaram:


29 de janeiro de 2010

Táticas de jogo - 10ª parte

Estratégias de Duplas (Masculino e Feminino)

VI - Movimento de Defesa para Ataque

O princípio envolvido aqui é o mesmo mas a situação tende a ser mais complexa e envolver um grande grau de antecipação.

Situação 1
Você está na defesa com seu oponente cortando. O corte vem para você que consegue devolver sem dar oportunidade a um novo corte. Você deve assumir imediatamente a posição "frente" no ataque do seu time.

Velocidade é importante aqui, visto que qualquer demora permitirá aos seus oponentes devolver o seu golpe com um net-shot e forçando seu time novamente a executar um clear ou lob, permitindo que os adversários retomem o ataque.

Note que o jogador que devolve o net-shot ou o push assume a posição "frente".

Situação 2
Você está na defesa e seu oponente, em vez de cortar, executa um clear ao qual você corta ou devolve executando um drive. Como as mecânicas de execução destes golpes não deixam que você se mova rápido para a posição "frente", seu companheiro deve assumir esta posição.

Situação 3
Idêntico à situação 2, exceto que seus oponentes usam uma drop-shot. Se o oponente na posição "frente" não cobrir a rede cuidadosamente, você pode conseguir um golpe bem rente à rede. Nesse caso, você permanece na posição "frente" e você está de novo no jogo.

VI - Conclusão

Lembre-se que jogar em dupla é um trabalho de equipe. Tente desenvolver seu jogo para complementar o do seu companheiro. Muitos times de duplas bons não sobressaem em nenhuma característica a não ser trabalho de equipe. Obedeça estes "dez mandamentos" e você fará um bom time:
1. Saque curto e baixo;
2. Devolva os saques com os três golpes discutidos;
3. Não levante a peteca;
4. Corte todas as petecas altas;
5. Bata por sobre a cabeça ao invés de usar o backhand;
6. Não corte cruzado;
7. Quando no ataque mantenha sua raquete para cima;
8. Quando na defesa esteja na posição de recepção;
9. Net-shots de baixo para cima devem ser cruzadas;
10. Net-shots de cima para baixo (ocasionalmente para surpreender) deve ser para o meio da quadra.

Fonte: Federação de Badminton do EStado de São Paulo - FEBASP

25 de janeiro de 2010

Vídeo - duplas (17)

Ivan Daniel e Alfredo x Saulo e Monnya - 2ª parte



Local: quadra da Equipe de Badminton Elite.

22 de janeiro de 2010

Calibre e Encordoamento - 1ª parte

CALIBRE (DIÂMETRO) DA CORDA FAZ A DIFERENÇA

Os jogadores de badminton são conhecidos pelos argumentos intermináveis sobre os méritos relativos de uma raquete sobre alguma outra e ficam durante meses decidindo qual a melhor para comprar. Antes de gastar muito dinheiro em uma nova raquete, pense sobre isto: você não bate na peteca com a raquete. Você bate com a corda! Mudando a maneira como sua raquete atual é encordoada, você poderá melhorar não só sua performance, mas o seu jogo também.

A variável mais importante em uma corda de badminton é seu diâmetro, também conhecido como calibre. Jogadores profissionais ou não profissionais podem alardear sobre estar usando uma corda com uma super-resposta de calibre 22, mas o que isto quer dizer e quanto o diâmetro da corda afeta o jogo?

Os calibres das cordas são designados numericamente, assim, as cordas mais grossas têm números mais baixos, como é mostrado na tabela:

Calibre

Diâmetro

20

.80 - .90mm

20 micro

.78 - .82mm

21

.70 - .80mm

21 micro

.68 - .72mm

22

.60 - .70mm


A designação dos calibres foi originalmente baseada em um padrão industrial do tamanho dos calibres de cabos, mas como os fabricantes começaram a desenvolver cordas de raquetes com uma grande variedade de diâmetros, a indústria concordou que estes números deveriam representar uma variação permitida de diâmetros, ao invés de um único exato tamanho. Todas as embalagens de cordas indicam o tamanho com pelos menos uma designação de seu calibre: algumas embalagens incluem também o diâmetro em milímetros.

A designação micro é uma inovação recente. Verificamos que às vezes o tamanho do calibre se sobrepõe sobre outro. Uma corda com um diâmetro de 0,71 mm pode ser chamada de calibre 21 por um fabricante, enquanto outro pode designar como 21 micro. A única diferença é uma questão de mercado.

O diâmetro de uma corda pode ser medido com um sistema de calibração ou um micrometro. Faça isto com a corda fora da raquete, sem nenhuma pressão, em outras palavras, antes do encordoamento. O diâmetro diminui quando a corda for esticada de 15 a 25 lbs de tensão e uma leitura feita nestas condições fornecerá um resultado errôneo.

Como você já deve ter percebido, cordas mais grossas ou mais finas funcionam diferentemente nas raquetes. Nenhum tamanho é o melhor para todos os jogadores. Estilos diferentes de jogo (e orçamentos) fazem os jogadores escolherem combinações diferentes de características. Vamos aqui nos preocupar com somente uma característica: a durabilidade.

Corda mais grossa dura mais que as mais finas. Assumindo que duas cordas foram fabricadas com mesmo material e com a mesma construção, a mais fina irá se romper mais facilmente. Simples, não? Isto não se aplica necessariamente se você for comparar uma corda fina , de qualidade “premium” com uma mais grossa de uso normal, mas geralmente, isto é verdadeiro. Corda extra fina, calibre 22 tem algumas vantagens, mas durabilidade não é uma delas: você deve estar disposto a encordoar muito mais sua raquete se usar este tipo de corda. Por outro lado, uma corda mais grossa, calibre 20 , pode durar por até uma temporada inteira.

Existem duas causas principais do rompimento de cordas. A primeira é o desgaste. Quando você bate na peteca, as cordas cruzadas (ou horizontais) são pressionadas contra as cordas principais (ou verticais) centenas de vezes durante um jogo. Estas cordas cruzadas lentamente pressionam as principais e eventualmente as cortam. Obviamente, uma corda mais grossa agüenta muito mais este esforço. Por falar nisto, geralmente as cordas principais (verticais) se rompem primeiro.

A segunda causa principal de rompimento é o super-esticamento, que pode ocorrer durante uma batida particularmente forte fora do centro da raquete. Isto acontece especialmente se você bater na peteca perto da parte superior da raquete ao invés do centro para baixo.As cordas se esticam igualmente em ambos os lados da peteca em uma batida errada, ao invés de um trabalho conjunto das cordas, algumas se sobrecarregam mais do que outras ocasionando o rompimento.

Então, uma corda mais grossa seria a preferida? Claro que não. Durabilidade é somente uma das características desejáveis. As cordas finas proporcionam ao jogador mais potência, por isso as 21 micro são as preferidas pelos jogadores top. Existe também o custo, controle, sensibilidade, facilidade de encordoar e algumas outras propriedades a serem consideradas e balanceadas umas contra as outras quando você for trocar sua corda. Se eu tivesse um único conselho a dar, seria este: se a corda na sua raquete é antiga, troque-a já. Você vai sentir uma melhora imediata no seu jogo.

Celso Wolf Júnior - Presidente da Confederação Brasileira de Badminton - CBBd

18 de janeiro de 2010

Táticas de jogo - 9ª parte

Estratégias de Duplas (Masculino e Feminino)

V - Movimento do Ataque para a Defesa

O próximo problema a considerar, é como um time se move suavemente da posição ofensiva para a posição defensiva. Para isto, vamos voltar à discussão sobre saque e devolução. Quando o saque está próximo de ser executado, ambos os times assumem posições ofensivas. Obviamente, esta situação não durará, já que cada time tenta forçar o outro a levantar a peteca.

Situação 1
Vamos assumir que o time recebendo o saque, devolve baixo e fundo no canto do backhand dos oponentes. Lembre-se do princípio de equilíbrio e desequilíbrio e você deve visualizar a seguinte situação:


Já que "B" se moveu para o canto do seu backhand para pegar a devolução do saque, "A" é forçado a se mover para o lado contrário e talvez para trás. Se "B" escolhe responder com um clear, "A" se reposiciona numa formação de defesa "lado a lado". Se "B" escolhe responder com um drop-shot ou com um smash, "A" retoma sua posição original.

Situação 2
Vamos assumir agora que o time que recebe o saque opta por uma deixada no canto do forehand dos oponentes. Aplique o princípio e deve acontecer o seguinte:


Se "A" usa um lob, "A" vai se reposicionar numa formação de defesa "lado a lado" caso contrário A volta à sua posição original. Note que o jogador que executa o lob no seu lado de forehand tem a opção de para qual lado vai se reposicionar, mas em quase todas as situações deve ir somente para trás.

Note também que o princípio de equilíbrio e desequilíbrio não deve ser tão rígido.

Freqüentemente outras variáveis como julgamento e antecipação vão alterar a equação e o jogador pode só estar preparado para se mover nas direções indicadas pelo princípio e pode acabar não se movendo até que o próximo golpe seja executado.

Fonte: Federação de Badminton do Estado de São Paulo - FEBASP

15 de janeiro de 2010

Retrospectiva 2009

O blog Londres 2012 já começou publicou em dezembro uma retrospectiva do ano de 2009 para o badminton. Confiram:

O badminton teve um ano de renovação no masculino e de poucos resultados importantes no feminino. Os atletas que estão há anos na seleção, como Guilherme Pardo e Guilherme Kumasaka, Lucas Araujo e Paulo Scala não estão mais nas primeiras posições do ranking nacional, dando lugar a nomes como Daniel Paiola, Thomas Moretti e Hugo Arthuso. Já o feminino vive de duas atletas que estão em um nível acima de todas as outras, mas ainda assim de pouca expressão em nível sul-americano.

O principal fato do ano é a volta de um brasileiro ao grupo dos 100 melhores do mundo. Daniel Paiola já começara sua arrancada no ranking no fim de 2008, com títulos na África do Sul, mas teve um 2009 mehor ainda, que fez ele terminar o ano em 87º lugar. Ele venceu o torneio da Colombia, foi vice no Suriname, caiu na semifinal na Guatemala e disputou um total de 15 torneios esse ano, viajando pelas Américas e disputou três torneios na Europa. Quando ele enfrenta os atletas europeus ou asiáticos acaba sucumbindo, como aconteceu na Espanha e na França, em que não conseguiu vencer partidas. Atualmente, está morando em Portugal e disputa bem alguns torneios por lá.

Já o feminino não está no mesmo ritmo. Duas atletas, Paula Beatriz Pereira e Fabiana Silva, estão muito acima das restantes das jogadoras e dominaram os campeonatos nacionais, se alternando nos títulos. O PrOJETO Social do Sebastião, no Rio, costuma revelar atletas, mas lá, assim como no Brasil inteiro, estamos passando por uma entressafa.

Um exemplo disso aconteceu no ranking mundial, em que poucas meninas do Brasil disputam torneios pelo mundo. Fabiana Silva jogou o campeonato pan-americano nesse ano e o Torneio Internacional de São Paulo, caindo nas oitavas no torneio continental e na primeira rodada no Torneio brasileiro. Ela encerrou o ano em 316º. Aliás, no torneio brasileiro não tivemos nenhuma entre as oito melhores, assim como aconteceu no Campeonato Pan-americano.

No Campeonato Pan-americano, por sinal, a equipe do Brasil, formada por dois homens e duas mulheres, ficou na quarta posição, Brasil e México fizeram a disputa pelo terceiro lugar e mais uma vez a equipe brasileira mostrou muita garra. Além de ter que enfrentar os atletas em quadra, nossos jogadores também enfrentaram uma grande torcida que apoiava a todo instante os atletas da casa. Porém, no final vitória do México por 3 a 1.

Nos torneios individuais, entretanto, pouca festa para o Brasil. Paiola foi o melhor brasileiro, chegando as quartas-de-final. De resto, nenhuma medalha nem nos simples, nem nas duplas nem nas duplas mistas.

No Pan-americano juvenil, o Brasil teve alguns motivos para comemorar. Thomas Moretti se tornou bi campeão continental da categoria até 19 anos e se credenciou para o Mundial da categoria. Ele fez um bom papel, caiu na segunda rodada, mas ficou entre os 64 melhores do mundo.

Ainda na base, no campeonato sul-americano juvenil, o Brasil acabou com a medalha de prata por equipes na competição disputada na Colombia. O time acabou perdendo a final para os favoritos peruanos por 5x0. O Brasil terminou a competição com trÊs ouros. Leonardo Alkimin e Lucas Alves venceram as duplas sub-17, Luiz Enrique Dos Santos e Renata Carvalho venceram as duplas mistas sub-19, Leonardo Alkimil e Ana Paula Campos venceram as duplas mistas sub-15.

O que esperar para 2010 é que nossos atletas no masculino disputem não só os torneios espalhados pelas Américas, mas que consigam entrar em torneios na Europa, vencer e enfrentar adversários mais complexos. A expectativa também é que nossa equipe consiga uma medalha no pan-americano adulto, vencendo o México que atualmente é a terceira potência do continente, atrás de Canadá e Peru. No feminino, precisamos de novos nomes.

13 de janeiro de 2010

Encordoamento

Recentemente dois praticantes de badminton no Amapá tiveram as cordas de suas raquetes arrebentadas em pleno jogo. Essas raquetes foram compradas por eles sem cordas, o que os obrigou a escolher corda e pressão de encordoamento. Mas como saber escolher tipo de corda e pressão de encordoamento ideais para o nível de jogo do praticante de badminton?

Aqui em Macapá não existe nenhuma loja de material esportivo que venda produtos de badminton (não por falta de praticantes e demanda, já pedimos em todas), e também não há ninguém que saiba encordoar ou tenha máquina de encordoamento de raquetes de badminton. Por isso a maioria dos praticantes no Amapá, incluindo eu, prefere comprar raquetes, pela internet, claro, já encordoadas.

Há alguns meses eu estava conversando por e-mail com a Professora de badminton Sandra Sorpreso, que mora em São Paulo, sobre o tipo de raquete ideal pra mim. Eu havia simulado duas compras de raquetes diferentes no site da loja dela, a Fast Play (link ao lado), não sabia qual escolher, então ela entrou em contato comigo, foi bastante atenciosa e me enviou um artigo sobre calibre e encordoamento cedido pelo atual presidente da Confederação Brasileira de Badminton - CBBd, Celso Wolf Júnior.

Nos próximos dias eu vou postar aqui no blog, em partes, esse artigo bastante útil.

8 de janeiro de 2010

Vídeo - duplas (16)

Ivan Daniel e Alfredo x Saulo e Monnya - 1ª parte



Local: quadra da Equipe de Badminton Elite.

6 de janeiro de 2010

Táticas de jogo - 8ª parte

Estratégias de Duplas (Masculino e Feminino)

IV - Jogando na Defensiva

A divisão da quadra para a zona defensiva em badminton é quase um oposto completo. Neste caso, os jogadores adotam o posicionamento "lado a lado" usando a linha central para dividir suas zonas de ação:

Os jogadores "A" e "B" estão em posição de defesa, esperando cortadas. Eles tomam, então, posição a dois terços ou três quartos do comprimento da quadra com suas raquetes ao nível da cintura e algo à sua frente como for confortável.

Ao devolver os smashes, drop-shots ou clears de seus oponentes, evite balões ou levantadas de volta - isto permite a seus oponentes permanecerem no ataque e faz com que você permaneça na defesa. Em vez de levantar, use net-shots ou golpes laterais, como o push.

Se você tiver que levantar a peteca, bata alto e para os cantos próximos à linha de fundo. Uma alternância cuidadosa destas três alternativas vai manter seus oponentes fora de equilíbrio e pode forçá-los a um balão permitindo ao seu time ir para o ataque.

Lembre-se que um clear ou lob alto pode ser muito efetivo contra um time que não sabe cortar, ou se passar por algum foco de luz.

Fonte: Federação de Badminton do Estado de São Paulo

4 de janeiro de 2010

Natal é tempo de...

Badminton!



Noite do dia 25/12/2009, os praticantes de badminton Pedro Ivo, Ivna Deise, Emanoel, Marcel, Iuri e Renan, aproveitando o clima natalino, trocaram smashs, clears, drop-shots, pushs... HO, HO, HO!

2 de janeiro de 2010

Benefícios do badminton

• Propicia o desenvolvimento das habilidades motoras básicas (movimentos fundamentais e combinados);

• O entusiasmo pela prática esportiva está relacionado às constantes adaptações às situações lúdicas que o jogo de badminton propicia;

• Os benefícios motores são: organização e orientação espacial, coordenação-óculo manual, coordenação visio-motora, lateralidade, equilíbrio, coordenação motora fina e grossa, e ritmo;

• Reforça o desenvolvimento da capacidade motora: força, resistência aeróbica, velocidade, flexibilidade e coordenação;

• Desperta o espírito de competição saudável, com a superação dos próprios limites;

• Redução do peso corporal e o combate ao sedentarismo através da prática esportiva.
Fonte: badmintonpr.wikidot.com

31 de dezembro de 2009

Feliz ano novo

O blog Badminton no meio do mundo deseja a todos um feliz ano novo.

Senhor nosso Deus
Pai eterno Todo-Poderoso
Rendamos-Lhe graças
Pelas bênçãos em nós depositadas
Neste ano findado
E rogamos-Lhe Vossa permissão
Para prosseguir em nossa jornada evolutiva
Sob o amparo dos Bons Espíritos.
Estejamos todos nós, irmãos
Receptivos à Vossa Luz Divina
E deixemos a Paz e o Amor incondicional
Reinarem em nossas almas.

Que assim seja!

30 de dezembro de 2009

Passou na Globo

Foi ao ar na segunda-feira, 28, a matéria que a TV Amapá (Globo local) fez com a gente agora em dezembro, na quadra do Colégio Atual. Eu havia noticiado aqui no blog a gravação da matéria, estava ansioso pra ver o resultado, mas... não assisti. Pior é que a minha casa quase todo mundo viu rsrsrsrsrs... e eu estava em casa. Vou tentar conseguir a edição pra colocar aqui no blog, e pra eu assistir também.

O legal de ver o badminton em destaque assim na mídia, principalmente a televisiva, não desmerecendo a importância das outras, é saber que repercutiu bastante. Alguns conhecidos meus já me indagaram sobre o esporte, depois de terem me visto na TV. Isso é importante, mostra que o badminton amapaense não é só lazer. As pessoas passam a respeitar como esporte. É um esporte! O segundo mais praticado no mundo! De fácil iniciação, basta querer. E é difícil de não querer. É apaixonante, todos gostam. Venham conhecer.

Obrigado mais uma vez à equipe da TV Amapá.

29 de dezembro de 2009

Táticas de jogo: 7ª parte

Estratégias de Duplas (Masculino e Feminino)

III - Jogando na Ofensiva

Quando um time entra em ofensiva no badminton, ele divide a quadra para maximizar seu poder de ataque. A melhor divisão já desenvolvida é o "frente e atrás". Nesta divisão, um jogador (A) cobre a metade da quadra próxima a rede e o outro jogador (B) cobre a metade mais próxima à linha de fundo:



Note que neste tipo de zona ofensiva, cada jogador tem uma área definida de responsabilidade. Este é um conceito importante para o bom ataque e também para o time que se defende dele.

Vamos assumir que o jogador "A" está no ataque perto da rede e jogador "B" está no ataque perto da linha de fundo. Os jogadores "A" e "B" devem geralmente estar no centro das áreas as quais eles são responsáveis. Se um deles sai dessa base central, o outro jogador se move imediatamente para manter o equilíbrio.

O jogador "A" deve agir como um atacante, tentando forçar os oponentes a levantar a peteca, assim jogador "B" poderá cortar. É claro que o jogador "A" deve cortar sempre que surgir a oportunidade, mas geralmente seus golpes são o net-shot ou o push.

No sistema "frente e atrás", o jogador "frente" tem que tentar interceptar todos os golpes que não sejam altos o bastante para o jogador "atrás" cortar.

Assim, quando no ataque, a raquete deve ser mantida para cima na altura da sua cabeça e a peteca deve ser batida para baixo ou chapada sempre que possível. Se não for possível, deve ser cruzada próxima à rede. O jogador "B" não deve cortar cruzado a menos que haja um ponto fraco dos oponentes facilmente explorável.

Fonte: Federação de Badminton do Estado de São Paulo

27 de dezembro de 2009

25 de dezembro de 2009

Feliz Natal

O blog Badminton no meio do mundo deseja a todos um Feliz Natal.

Paz, Luz, Caridade.

23 de dezembro de 2009

Táticas de jogo: 6ª parte

Estratégias de duplas (Masculino e Feminino)

II - Recepção do Serviço

Se seu oponente não disfarça o serviço, fique na espera e crie dificuldades para ele. Lembre-se, seu oponente não pode marcar pontos se você mata o saque imediatamente sempre que aparece a chance. Porém, se seu oponente disfarça o serviço, seu trabalho é aumentar suas chances. Tente reconhecer o disfarce: frequentemente há alguma pequena diferença que um observador agudo pode reconhecer. Procure "entrar na pele" do oponente, ou peça a alguém com mais experiência para fazer isso para você ou dependendo do nível de jogo contrate um treinador.

Se seu oponente saca longo, corte. Se seu oponente saca curto, tente responder de uma das seguintes formas:
1. um push sobre seu oponente;
2. net-shot para o canto mais próximo a você;
3. net-shot para o canto mais longe de você.

Obviamente, se seus oponentes têm pontos fracos visíveis, eles devem ser explorados. A resposta número um exige que você chegue bem rápido à rede. As respostas dois e três exigem um pouco menos de velocidade. O quão distante da rede e quão baixo você rebate a peteca, depende das zonas ofensiva e defensiva dos seus oponentes.
Fonte: Federação de Badminton do Estado de São Paulo

21 de dezembro de 2009

Equipamentos: rede

A rede será feita de corda fina de cor escura e grossura uniforme com a malha de não menos que 15mm e não mais que 20mm. Ela terá 760mm de altura e pelo menos 6,1 metros de largura.

Na parte superior da rede terá uma fita dupla de pano branco de 75mm dobrada sobre uma corda ou cabo passando dentro da fita. Esta fita se apoiará sobre a corda ou cabo.

O topo da rede, a partir da superfície da quadra, será de 1,524 metros no centro e 1,55 metros sobre as linhas laterais de duplas. Não haverá espaços entre as extremidades da rede e os postes. Se necessário, a extensão total das laterais da rede será amarrada aos mesmos.

Fonte: badmintonpr.wikidot.com

18 de dezembro de 2009

Confraternização

Aconteceu no último dia 16/12, quarta-feira, às 21:00h, na quadra do Colégio Atual, a confraternização de fim de ano do badminton amapaense. Foi um momento de muita alegria compartilhado por todos os praticantes que estavam presentes, alguns acompanhados de seus familiares.

Após o discurso de abertura feito pelo coordenador Alfredo Silveira, todos cantaram parabéns para o Pedro Ivo, que havia aniversariado no dia anterior. Em seguida houve um rápido sorteio de presentes, enquanto o bate-papo descontraído e a "reposição das energias" (muita comida rsrsrsrsr...) tomava conta da quadra.



E no final, nada melhor do que fazer a digestão jogando badminton no meio do mundo.


(Coordenadores: Calandrini, Fernando, Alfredo, Ivan Daniel e Ivan Felipe)

Estamos fechando o ano de 2009 com boas expectativas para 2010, mas não basta querer, precisamos fazer acontecer.

16 de dezembro de 2009

Táticas de jogo - 5ª parte

Estratégias de duplas (Masculino e Feminino)

Note que nenhuma diferenciação é feita entre duplas masculinas e femininas. Em ambas as modalidades se aplicam os mesmos princípios básicos.

Duplas em badminton pode ser o jogo mais excitante de todos se bem jogado por ambos os times envolvidos. Porém, frequentemente se degenera em dois jogadores que monopolizam o jogo sob a impressão de que eles estão explorando seus pontos fortes e encobrindo as "óbvias" deficiências de seus parceiros.

Um time tem pontos fortes e pontos fracos, mas um time é composto de dois jogadores que atuam JUNTOS. Não é composto de um jogador com uma vantagem acentuada.

Desta forma, a seleção de golpes e estratégias por um time não deve ser desprezada em nenhum nível de jogo.

As táticas para o jogo de duplas - quer de homens quer de mulheres - devem ser discutidas sob esses seis títulos:
I - Serviço
II - Recepção do Serviço
III - Jogando na Ofensiva
IV - Jogando na Defensiva
V - Movimento do Ataque para a Defesa
VI - Movimento da Defesa para o Ataque

I - Serviço

Embora para o nível inicial não se requeira um conhecimento do "saque de efeito" - ou seja, um saque que começa igual ao saque curto e então vai fundo na quadra por causa de uma "explosão" súbita do pulso - todos os jogadores de duplas acham esta variação de saque essencial.

A qualquer hora em badminton, em qualquer golpe, você tem que ter pelo menos um golpe alternativo ou seu oponente sempre estará no lugar certo no momento certo. Então, quando servindo, desenvolva a habilidade para: a) sacar curto, rente ao topo da rede, caindo a peteca bem na junção da linha de saque com a linha de central do oponente; b) sacar de efeito para o fundo da quadra do oponente.

Se estes dois saques são executados sempre nos pontos certos de queda e cuidadosamente alternados, você estará bem. Em níveis melhores de jogo o saque curto é usado muito mais frequentemente.

Fonte: Federação de Badminton do Estado de São Paulo