29 de janeiro de 2010

Táticas de jogo - 10ª parte

Estratégias de Duplas (Masculino e Feminino)

VI - Movimento de Defesa para Ataque

O princípio envolvido aqui é o mesmo mas a situação tende a ser mais complexa e envolver um grande grau de antecipação.

Situação 1
Você está na defesa com seu oponente cortando. O corte vem para você que consegue devolver sem dar oportunidade a um novo corte. Você deve assumir imediatamente a posição "frente" no ataque do seu time.

Velocidade é importante aqui, visto que qualquer demora permitirá aos seus oponentes devolver o seu golpe com um net-shot e forçando seu time novamente a executar um clear ou lob, permitindo que os adversários retomem o ataque.

Note que o jogador que devolve o net-shot ou o push assume a posição "frente".

Situação 2
Você está na defesa e seu oponente, em vez de cortar, executa um clear ao qual você corta ou devolve executando um drive. Como as mecânicas de execução destes golpes não deixam que você se mova rápido para a posição "frente", seu companheiro deve assumir esta posição.

Situação 3
Idêntico à situação 2, exceto que seus oponentes usam uma drop-shot. Se o oponente na posição "frente" não cobrir a rede cuidadosamente, você pode conseguir um golpe bem rente à rede. Nesse caso, você permanece na posição "frente" e você está de novo no jogo.

VI - Conclusão

Lembre-se que jogar em dupla é um trabalho de equipe. Tente desenvolver seu jogo para complementar o do seu companheiro. Muitos times de duplas bons não sobressaem em nenhuma característica a não ser trabalho de equipe. Obedeça estes "dez mandamentos" e você fará um bom time:
1. Saque curto e baixo;
2. Devolva os saques com os três golpes discutidos;
3. Não levante a peteca;
4. Corte todas as petecas altas;
5. Bata por sobre a cabeça ao invés de usar o backhand;
6. Não corte cruzado;
7. Quando no ataque mantenha sua raquete para cima;
8. Quando na defesa esteja na posição de recepção;
9. Net-shots de baixo para cima devem ser cruzadas;
10. Net-shots de cima para baixo (ocasionalmente para surpreender) deve ser para o meio da quadra.

Fonte: Federação de Badminton do EStado de São Paulo - FEBASP

25 de janeiro de 2010

Vídeo - duplas (17)

Ivan Daniel e Alfredo x Saulo e Monnya - 2ª parte



Local: quadra da Equipe de Badminton Elite.

22 de janeiro de 2010

Calibre e Encordoamento - 1ª parte

CALIBRE (DIÂMETRO) DA CORDA FAZ A DIFERENÇA

Os jogadores de badminton são conhecidos pelos argumentos intermináveis sobre os méritos relativos de uma raquete sobre alguma outra e ficam durante meses decidindo qual a melhor para comprar. Antes de gastar muito dinheiro em uma nova raquete, pense sobre isto: você não bate na peteca com a raquete. Você bate com a corda! Mudando a maneira como sua raquete atual é encordoada, você poderá melhorar não só sua performance, mas o seu jogo também.

A variável mais importante em uma corda de badminton é seu diâmetro, também conhecido como calibre. Jogadores profissionais ou não profissionais podem alardear sobre estar usando uma corda com uma super-resposta de calibre 22, mas o que isto quer dizer e quanto o diâmetro da corda afeta o jogo?

Os calibres das cordas são designados numericamente, assim, as cordas mais grossas têm números mais baixos, como é mostrado na tabela:

Calibre

Diâmetro

20

.80 - .90mm

20 micro

.78 - .82mm

21

.70 - .80mm

21 micro

.68 - .72mm

22

.60 - .70mm


A designação dos calibres foi originalmente baseada em um padrão industrial do tamanho dos calibres de cabos, mas como os fabricantes começaram a desenvolver cordas de raquetes com uma grande variedade de diâmetros, a indústria concordou que estes números deveriam representar uma variação permitida de diâmetros, ao invés de um único exato tamanho. Todas as embalagens de cordas indicam o tamanho com pelos menos uma designação de seu calibre: algumas embalagens incluem também o diâmetro em milímetros.

A designação micro é uma inovação recente. Verificamos que às vezes o tamanho do calibre se sobrepõe sobre outro. Uma corda com um diâmetro de 0,71 mm pode ser chamada de calibre 21 por um fabricante, enquanto outro pode designar como 21 micro. A única diferença é uma questão de mercado.

O diâmetro de uma corda pode ser medido com um sistema de calibração ou um micrometro. Faça isto com a corda fora da raquete, sem nenhuma pressão, em outras palavras, antes do encordoamento. O diâmetro diminui quando a corda for esticada de 15 a 25 lbs de tensão e uma leitura feita nestas condições fornecerá um resultado errôneo.

Como você já deve ter percebido, cordas mais grossas ou mais finas funcionam diferentemente nas raquetes. Nenhum tamanho é o melhor para todos os jogadores. Estilos diferentes de jogo (e orçamentos) fazem os jogadores escolherem combinações diferentes de características. Vamos aqui nos preocupar com somente uma característica: a durabilidade.

Corda mais grossa dura mais que as mais finas. Assumindo que duas cordas foram fabricadas com mesmo material e com a mesma construção, a mais fina irá se romper mais facilmente. Simples, não? Isto não se aplica necessariamente se você for comparar uma corda fina , de qualidade “premium” com uma mais grossa de uso normal, mas geralmente, isto é verdadeiro. Corda extra fina, calibre 22 tem algumas vantagens, mas durabilidade não é uma delas: você deve estar disposto a encordoar muito mais sua raquete se usar este tipo de corda. Por outro lado, uma corda mais grossa, calibre 20 , pode durar por até uma temporada inteira.

Existem duas causas principais do rompimento de cordas. A primeira é o desgaste. Quando você bate na peteca, as cordas cruzadas (ou horizontais) são pressionadas contra as cordas principais (ou verticais) centenas de vezes durante um jogo. Estas cordas cruzadas lentamente pressionam as principais e eventualmente as cortam. Obviamente, uma corda mais grossa agüenta muito mais este esforço. Por falar nisto, geralmente as cordas principais (verticais) se rompem primeiro.

A segunda causa principal de rompimento é o super-esticamento, que pode ocorrer durante uma batida particularmente forte fora do centro da raquete. Isto acontece especialmente se você bater na peteca perto da parte superior da raquete ao invés do centro para baixo.As cordas se esticam igualmente em ambos os lados da peteca em uma batida errada, ao invés de um trabalho conjunto das cordas, algumas se sobrecarregam mais do que outras ocasionando o rompimento.

Então, uma corda mais grossa seria a preferida? Claro que não. Durabilidade é somente uma das características desejáveis. As cordas finas proporcionam ao jogador mais potência, por isso as 21 micro são as preferidas pelos jogadores top. Existe também o custo, controle, sensibilidade, facilidade de encordoar e algumas outras propriedades a serem consideradas e balanceadas umas contra as outras quando você for trocar sua corda. Se eu tivesse um único conselho a dar, seria este: se a corda na sua raquete é antiga, troque-a já. Você vai sentir uma melhora imediata no seu jogo.

Celso Wolf Júnior - Presidente da Confederação Brasileira de Badminton - CBBd

20 de janeiro de 2010

18 de janeiro de 2010

Táticas de jogo - 9ª parte

Estratégias de Duplas (Masculino e Feminino)

V - Movimento do Ataque para a Defesa

O próximo problema a considerar, é como um time se move suavemente da posição ofensiva para a posição defensiva. Para isto, vamos voltar à discussão sobre saque e devolução. Quando o saque está próximo de ser executado, ambos os times assumem posições ofensivas. Obviamente, esta situação não durará, já que cada time tenta forçar o outro a levantar a peteca.

Situação 1
Vamos assumir que o time recebendo o saque, devolve baixo e fundo no canto do backhand dos oponentes. Lembre-se do princípio de equilíbrio e desequilíbrio e você deve visualizar a seguinte situação:


Já que "B" se moveu para o canto do seu backhand para pegar a devolução do saque, "A" é forçado a se mover para o lado contrário e talvez para trás. Se "B" escolhe responder com um clear, "A" se reposiciona numa formação de defesa "lado a lado". Se "B" escolhe responder com um drop-shot ou com um smash, "A" retoma sua posição original.

Situação 2
Vamos assumir agora que o time que recebe o saque opta por uma deixada no canto do forehand dos oponentes. Aplique o princípio e deve acontecer o seguinte:


Se "A" usa um lob, "A" vai se reposicionar numa formação de defesa "lado a lado" caso contrário A volta à sua posição original. Note que o jogador que executa o lob no seu lado de forehand tem a opção de para qual lado vai se reposicionar, mas em quase todas as situações deve ir somente para trás.

Note também que o princípio de equilíbrio e desequilíbrio não deve ser tão rígido.

Freqüentemente outras variáveis como julgamento e antecipação vão alterar a equação e o jogador pode só estar preparado para se mover nas direções indicadas pelo princípio e pode acabar não se movendo até que o próximo golpe seja executado.

Fonte: Federação de Badminton do Estado de São Paulo - FEBASP

15 de janeiro de 2010

Retrospectiva 2009

O blog Londres 2012 já começou publicou em dezembro uma retrospectiva do ano de 2009 para o badminton. Confiram:

O badminton teve um ano de renovação no masculino e de poucos resultados importantes no feminino. Os atletas que estão há anos na seleção, como Guilherme Pardo e Guilherme Kumasaka, Lucas Araujo e Paulo Scala não estão mais nas primeiras posições do ranking nacional, dando lugar a nomes como Daniel Paiola, Thomas Moretti e Hugo Arthuso. Já o feminino vive de duas atletas que estão em um nível acima de todas as outras, mas ainda assim de pouca expressão em nível sul-americano.

O principal fato do ano é a volta de um brasileiro ao grupo dos 100 melhores do mundo. Daniel Paiola já começara sua arrancada no ranking no fim de 2008, com títulos na África do Sul, mas teve um 2009 mehor ainda, que fez ele terminar o ano em 87º lugar. Ele venceu o torneio da Colombia, foi vice no Suriname, caiu na semifinal na Guatemala e disputou um total de 15 torneios esse ano, viajando pelas Américas e disputou três torneios na Europa. Quando ele enfrenta os atletas europeus ou asiáticos acaba sucumbindo, como aconteceu na Espanha e na França, em que não conseguiu vencer partidas. Atualmente, está morando em Portugal e disputa bem alguns torneios por lá.

Já o feminino não está no mesmo ritmo. Duas atletas, Paula Beatriz Pereira e Fabiana Silva, estão muito acima das restantes das jogadoras e dominaram os campeonatos nacionais, se alternando nos títulos. O PrOJETO Social do Sebastião, no Rio, costuma revelar atletas, mas lá, assim como no Brasil inteiro, estamos passando por uma entressafa.

Um exemplo disso aconteceu no ranking mundial, em que poucas meninas do Brasil disputam torneios pelo mundo. Fabiana Silva jogou o campeonato pan-americano nesse ano e o Torneio Internacional de São Paulo, caindo nas oitavas no torneio continental e na primeira rodada no Torneio brasileiro. Ela encerrou o ano em 316º. Aliás, no torneio brasileiro não tivemos nenhuma entre as oito melhores, assim como aconteceu no Campeonato Pan-americano.

No Campeonato Pan-americano, por sinal, a equipe do Brasil, formada por dois homens e duas mulheres, ficou na quarta posição, Brasil e México fizeram a disputa pelo terceiro lugar e mais uma vez a equipe brasileira mostrou muita garra. Além de ter que enfrentar os atletas em quadra, nossos jogadores também enfrentaram uma grande torcida que apoiava a todo instante os atletas da casa. Porém, no final vitória do México por 3 a 1.

Nos torneios individuais, entretanto, pouca festa para o Brasil. Paiola foi o melhor brasileiro, chegando as quartas-de-final. De resto, nenhuma medalha nem nos simples, nem nas duplas nem nas duplas mistas.

No Pan-americano juvenil, o Brasil teve alguns motivos para comemorar. Thomas Moretti se tornou bi campeão continental da categoria até 19 anos e se credenciou para o Mundial da categoria. Ele fez um bom papel, caiu na segunda rodada, mas ficou entre os 64 melhores do mundo.

Ainda na base, no campeonato sul-americano juvenil, o Brasil acabou com a medalha de prata por equipes na competição disputada na Colombia. O time acabou perdendo a final para os favoritos peruanos por 5x0. O Brasil terminou a competição com trÊs ouros. Leonardo Alkimin e Lucas Alves venceram as duplas sub-17, Luiz Enrique Dos Santos e Renata Carvalho venceram as duplas mistas sub-19, Leonardo Alkimil e Ana Paula Campos venceram as duplas mistas sub-15.

O que esperar para 2010 é que nossos atletas no masculino disputem não só os torneios espalhados pelas Américas, mas que consigam entrar em torneios na Europa, vencer e enfrentar adversários mais complexos. A expectativa também é que nossa equipe consiga uma medalha no pan-americano adulto, vencendo o México que atualmente é a terceira potência do continente, atrás de Canadá e Peru. No feminino, precisamos de novos nomes.

13 de janeiro de 2010

Encordoamento

Recentemente dois praticantes de badminton no Amapá tiveram as cordas de suas raquetes arrebentadas em pleno jogo. Essas raquetes foram compradas por eles sem cordas, o que os obrigou a escolher corda e pressão de encordoamento. Mas como saber escolher tipo de corda e pressão de encordoamento ideais para o nível de jogo do praticante de badminton?

Aqui em Macapá não existe nenhuma loja de material esportivo que venda produtos de badminton (não por falta de praticantes e demanda, já pedimos em todas), e também não há ninguém que saiba encordoar ou tenha máquina de encordoamento de raquetes de badminton. Por isso a maioria dos praticantes no Amapá, incluindo eu, prefere comprar raquetes, pela internet, claro, já encordoadas.

Há alguns meses eu estava conversando por e-mail com a Professora de badminton Sandra Sorpreso, que mora em São Paulo, sobre o tipo de raquete ideal pra mim. Eu havia simulado duas compras de raquetes diferentes no site da loja dela, a Fast Play (link ao lado), não sabia qual escolher, então ela entrou em contato comigo, foi bastante atenciosa e me enviou um artigo sobre calibre e encordoamento cedido pelo atual presidente da Confederação Brasileira de Badminton - CBBd, Celso Wolf Júnior.

Nos próximos dias eu vou postar aqui no blog, em partes, esse artigo bastante útil.

8 de janeiro de 2010

Vídeo - duplas (16)

Ivan Daniel e Alfredo x Saulo e Monnya - 1ª parte



Local: quadra da Equipe de Badminton Elite.

6 de janeiro de 2010

Táticas de jogo - 8ª parte

Estratégias de Duplas (Masculino e Feminino)

IV - Jogando na Defensiva

A divisão da quadra para a zona defensiva em badminton é quase um oposto completo. Neste caso, os jogadores adotam o posicionamento "lado a lado" usando a linha central para dividir suas zonas de ação:

Os jogadores "A" e "B" estão em posição de defesa, esperando cortadas. Eles tomam, então, posição a dois terços ou três quartos do comprimento da quadra com suas raquetes ao nível da cintura e algo à sua frente como for confortável.

Ao devolver os smashes, drop-shots ou clears de seus oponentes, evite balões ou levantadas de volta - isto permite a seus oponentes permanecerem no ataque e faz com que você permaneça na defesa. Em vez de levantar, use net-shots ou golpes laterais, como o push.

Se você tiver que levantar a peteca, bata alto e para os cantos próximos à linha de fundo. Uma alternância cuidadosa destas três alternativas vai manter seus oponentes fora de equilíbrio e pode forçá-los a um balão permitindo ao seu time ir para o ataque.

Lembre-se que um clear ou lob alto pode ser muito efetivo contra um time que não sabe cortar, ou se passar por algum foco de luz.

Fonte: Federação de Badminton do Estado de São Paulo

4 de janeiro de 2010

Natal é tempo de...

Badminton!



Noite do dia 25/12/2009, os praticantes de badminton Pedro Ivo, Ivna Deise, Emanoel, Marcel, Iuri e Renan, aproveitando o clima natalino, trocaram smashs, clears, drop-shots, pushs... HO, HO, HO!

2 de janeiro de 2010

Benefícios do badminton

• Propicia o desenvolvimento das habilidades motoras básicas (movimentos fundamentais e combinados);

• O entusiasmo pela prática esportiva está relacionado às constantes adaptações às situações lúdicas que o jogo de badminton propicia;

• Os benefícios motores são: organização e orientação espacial, coordenação-óculo manual, coordenação visio-motora, lateralidade, equilíbrio, coordenação motora fina e grossa, e ritmo;

• Reforça o desenvolvimento da capacidade motora: força, resistência aeróbica, velocidade, flexibilidade e coordenação;

• Desperta o espírito de competição saudável, com a superação dos próprios limites;

• Redução do peso corporal e o combate ao sedentarismo através da prática esportiva.
Fonte: badmintonpr.wikidot.com