26 de fevereiro de 2010

Calibre e Encordoamento - 4ª parte

NÍVEL DE JOGO E DESENHO DAS RAQUETES INFLUENCIAM NA ESCOLHA DA CORDA

A percepção popular do badminton como um esporte “calmo” ignora a importância da potência no jogo. Jogadores com menos potência podem competir com sucesso em tênis e squash, fazendo com que a bola fique o mais longe possível de seu oponente. Isto não acontece com o badminton, porque virtualmente todas as jogadas caem perto do jogador oponente, a não ser que você o obrigue a ficar no fundo da quadra. E para que isto seja possível, você vai precisar de batidas com potência para ultrapassar as características aerodinâmicas de arraste da peteca. Uma perda de potência é simplesmente uma oportunidade para um smash de seu oponente. Potência é um pré-requisito para um jogador de alto nível.

Conforme o jogador de badminton passa do nível de iniciante, ele ou ela ficam mais fortes. Mas quando jogadores igualmente potentes competem entre si, o controle passa a ser o fator decisivo. Portanto, os jogadores devem ajustar seu equipamento, sua raquete e sua corda para seu nível de habilidade.

Iniciante, intermediário ou avançado? Tente esta metodologia para selecionar a corda correta para seu nível de jogo.

Iniciante

Análise:
Como um iniciante, você não está completamente familiarizado com controle: você está ainda tentando colocar a peteca na linha de fundo do seu oponente. O fato de você errar freqüentemente a batida, enfatiza a necessidade de uma corda que forneça uma boa potência, mesmo se você estiver batendo fora do local ideal na raquete. Porque você ainda está na fase iniciante, você provavelmente desejará economizar algo com seu equipamento, então a durabilidade da corda pode ser um importante item a considerar.

Recomendação: Potência vem da flexibilidade. A sua raquete deve ser bem fabricada e flexível e também a sua corda. Use uma corda multifilamento com calibre razoavelmente forte (20 ou 21 cal.) para boa durabilidade, encordoe com uma baixa tensão, entre 12 a 18 lbs., para obter bastante flexibilidade e potência.

Intermediários

Análise: Seus movimentos agora são mais potentes. Você estará desenvolvendo seu controle, mas você ainda necessitará usar mais velocidade na peteca. Estará nesta fase mais comprometido com o esporte e estará já trocando as cordas mais freqüentemente, para assegurar que seu equipamento esteja em ótimas condições. A durabilidade das cordas não é tão importante como era antes.

Recomendação: Nesta fase você estará usando uma raquete menos flexível. Você aceitará esta diminuição na potência pois já estará com uma grande melhora no controle. Do mesmo modo que sua corda. Você poderá usar agora uma corda multifilamento com calibre mais fino (21 ou 21-micro) e encordoar com um pouco mais de pressão (de 18 a 20 lbs.), para obter uma tensão maior e uma corda mais firme.

Neste caso, você terá poucas opções. Se você ainda preferir sua raquete mais flexível, você poderá iniciar encordoando-a com um pouco mais do que 18 a 20 lbs. Ou se preferir como um profissional, uma raquete ultra-inflexível. Você poderá encordoar com menos pressão para ter uma grande flexibilidade. O ponto, neste nível, é que o seu jogo necessita de ambos, controle e potência, então seu equipamento deve demonstrar uma combinação entre rigidez e flexibilidade.

Avançados

Análise: Potência não é mais um problema, é uma característica inerente ao seu jogo. A potência vem de seus movimentos, não de seu equipamento, os pontos são ganhos ou perdidos na tática e colocação das jogadas. Você necessitará do máximo controle possível de seu equipamento. Você deverá estar disposto a gastar mais em encordoar freqüentemente sua raquete, devido ao aumento no rompimento de suas cordas.

Recomendação: Sua raquete deve ser rígida da parte de cima até a parte de baixo: Cabo firme, cabeça firme, área da corda na raquete deve ser firme, a qual deverá se manter plana mesmo durante uma smash muito forte. Deve ser escolhida uma corda multifilamento fina (21-micro) e encordoá-la com uma pressão entre 20 a 25 lbs.

Fonte: Confederação Brasileira de Badminton (Colaboração: Celso Wolf Júnior - Presidente da CBBd)

24 de fevereiro de 2010

Técnica - Slice

Tenho um vídeo em animação gráfica que mostra o movimento da técnica do slice, um golpe perigoso que é muito usado no badminton. Alguns praticantes o confundem com o smash, mas reparem que no slice não há salto.

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22 de fevereiro de 2010

Táticas de jogo - 12ª parte

Estratégias de Duplas Mistas

II - Saque para Homens

Como o homem em duplas mistas convencionais cobre a área da quadra delimitada pela linha frontal de saque, as linhas laterais e a linha de fundo, ele tem que sacar do centro desta área assim ele estará em posição de alcançar a resposta do saque.

Isto fica mais aparente quando lembramos que o saque que é golpeado abaixo da linha da cintura é um golpe defensivo. O homem deve servir, então, aproximadamente um passo atrás da linha de saque frontal e bem perto da linha central. Considerando que ele saca um pouco atrás, o saque leva mais tempo para cruzar a rede o que permite aos oponentes mais tempo para correr e cortar. Sendo assim, o serviço do homem também deve ser bem rente à rede e deve ser batido com velocidade para evitar a questão de velocidade anteriormente mencionada.

Novamente, é quase irrelevante o quão dentro da linha de saque frontal do adversário a peteca cai, contanto passe bem rente ao topo da rede. Como a mulher, o homem deve praticar variações de saque tão disfarçadas quanto possível e deve alternar estes saques no jogo. Claro que, tanto mulheres quanto homens devem explorar qualquer fraqueza óbvia na recepção de saque de seus oponentes.

Fonte: Federação de Badminton do Estado de São Paulo - FEBASP

19 de fevereiro de 2010

Exercícios para melhorar sua técnica

No dia 10 de fevereiro eu publiquei aqui um texto que o Nagato havia disponibilizado traduzido no Blogminton, que falava de exercícios para melhorar seu jogo. Aproveitando o tema daquela postagem, eu editei um vídeo com exercícios físicos para badminton, são alguns movimentos que ajudam a desenvolver a técnica do praticante. Vale a pena conferir:

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17 de fevereiro de 2010

Calibre e Encordoamento - 3ª parte

COMBINAÇÃO DIÂMETRO DA CORDA E TENSÃO

Muito da potência nas raquetes de badminton vêm do efeito trampolim, quer dizer o estiramento e o retorno rápido da corda após o contato com a peteca. Quanto mais elástica a corda, mais potência é gerada. Cordas finas são naturalmente mais elásticas do que cordas mais grossas. Encordoamentos com baixa pressão podem se esticar mais do que os de alta pressão. Então se você quer aumentar a sua potência no jogo (e quem não quer?) existem duas maneiras de se conseguir isto.

O outro lado da moeda é o controle. Quanto mais a corda se estica no impacto com a peteca, mais difícil é controlar sua direção e os efeitos. Imagine tentar jogar tênis de mesa com uma raquete com o fundo redondo ao invés de uma raquete plana. Isto é particularmente importante para as batidas fora do centro da raquete, onde a corda se estica mais em um dos lados onde a peteca toca do que em outro, produzindo um efeito trampolim fora do centro da raquete.

O controle é também afetado por um segundo fenômeno, o qual é chamado tempo de toque. Quanto mais a corda estica, mais longo o tempo de toque, durante o qual a peteca permanece em contato com a raquete. Com um encordoamento de alta pressão, a peteca salta da raquete no mesmo instante. O jogador pode sentir e ver o instante do contato e ajustar o ângulo da raquete corretamente. Mas com um encordoamento elástico, a peteca é carregada pela raquete com grande grau de variação como um arco. É difícil para o jogador saber exatamente este grau de variação na batida neste caso tornando-se difícil fazer um ajuste apropriado.

Usando-se uma corda mais grossa, ou encordoando com alta pressão, será produzido um encordoamento mais firme e melhora o controle sobre a peteca - exatamente o oposto - naturalmente, das leis do encordoamento para ter mais potência. Mas aqui temos mais um fator a considerar: com a mesma tensão em libras, uma corda mais fina é mais elástica do que uma mais grossa, então a corda mais fina se comporta como se fosse mais grossa. Se você estiver usando uma corda com diâmetro de 20, encordoe com 22 libras de pressão e mude para uma mais fina, com 21 de diâmetro para obter mais potência. Você neste caso provavelmente terá que reduzir a pressão para 17 ou 18 lbs. Com 22 lbs. a corda mais fina parecerá muito dura e você na realidade sacrificará a potência, se comparar com uma corda mais grossa. Chamamos este fenômeno de tensão relativa.

Mudando a tensão você poderá ajustar a potência ou controle que pode conseguir com qualquer corda, grossa ou fina. Mas isto não quer dizer que cordas finas ou grossas podem se comportar identicamente. A corda mais fina penetra um pouco mais na cortiça da peteca no impacto e isto tende a melhorar o controle. Corda mais fina gera menos resistência no ar, fazendo com que a raquete possa ser movimentada um pouco mais rápida, mais potência. Ambos estes fatores são tão pequenos, todavia, que poucos jogadores podem detectar todos estes efeitos.

Por outro lado, cordas mais grossas são mais duráveis e mantém a tensão por mais tempo, assim mais econômicas. E se você não for o tipo de jogador que encordoa as raquetes freqüentemente, você obterá uma performance melhor por causa do uso prolongado de cordas mais grossas.

Resumindo, veja a seguinte tabela:

Corda escolhida

Potência

Controle

Durabilidade

Diâmetro fino/Baixa tensão

Alta

Baixo

Média

Diâmetro fino/Alta tensão

Média

Médio

Baixa

Diâmetro grosso/Baixa tensão

Média

Médio

Alta

Diâmetro grosso/Alta tensão

Baixa

Alto

Média


Fonte: Confederação Brasileira de Badminton (Colaboração: Celso Wolf Júnior - Presidente da CBBd)

15 de fevereiro de 2010

Trabalhando pelo nosso esporte favorito

Na última quinta-feira, dia 11 de fevereiro, a coordenação do badminton amapaense, na ocasião representada por mim, pelo Alfredo e pelo Fernando, esteve reunida na sede da Equipe Elite para deliberar assuntos referentes à prática do esporte, como finanças, estrutura, ensino, organização e método de jogo. Na ocasião estiveram presentes os praticantes Fred e Marcos, que foram convidados a ajudar no gerenciamento do nosso principal local de jogo, que é a quadra do Colégio Atual.



Um dos pontos em pauta foi a durabilidade das petecas utilizadas. Geralmente utilizamos a Mavis 350 da Yonex, mas já testamos de outras marcas, como Head e Babolat. O que se discutiu foi a possibilidade de voltar a usar outra marca de peteca, já que a da Yonex tem danificado muito rápido, e como todos sabemos, não existe loja de material esportivo em Macapá que disponibilize para compra imediata peteca ou qualquer outro material de badminton.



Foi uma reunião bastante proveitosa, com várias decisões tomadas com o intuito de melhorar cada vez mais a prática do badminton no Amapá. Vamos trabalhar para que tudo possa acontecer, sempre contando com a ajuda de todos.

12 de fevereiro de 2010

Badminton é notícia

Na última terça-feira, 09/02, pela manhã fui procurado pela redação do jornal Diário do Amapá, que estava querendo noticiar o badminton amapaense mais uma vez, então eu dei uma informação em primeira mão. No dia seguinte, quarta-feira, saiu uma nota com o resultado da conversa que tive com a jornalista Cinthya Almeida. Não consegui comprar o jornal impresso pra colocar a imagem da nota, mas peguei no site do jornal o texto que foi publicado.

Antes de vocês lerem o texto do jornal eu preciso esclarecer alguns assuntos e desfazer alguns equívocos. Estamos tentando trazer um curso de capacitação em badminton aqui pro Amapá, nada muito avançado, é um curso básico que vai servir tanto pra quem já pratica e não conhece teoria e fundamentos, quanto pra quem quer conhecer o esporte e, principalmente, começar a praticá-lo.

Temos duas possibilidades de curso: uma através do contato do prof. Aldir Dantas com o ex-treinador da seleção brasileira de badminton, Luiz de França, e outra através do meu contato com o atual presidente da Federação de Badminton do Rio de Janeiro, prof. Cláudio Oliveira Santos. Nada nos impede que consigamos trazer dois cursos, mas se isso acontecer será um de cada vez, obviamente.

Tudo esclarecido, vamos ao texto publicado na edição da última quarta-feira do jornal Diário do Amapá.

Praticantes do badminton buscam maneiras de atrair mais adeptos para o esporte

Com o intuito de atrair mais adeptos para o badminton, atletas que praticam o esporte no Amapá estão preparando um curso que será ministrado ainda neste semestre.
Segundo Ivan Daniel, que pratica o esporte há cerca de um ano, o curso será importante para o aperfeiçoamento das pessoas que já praticam o esporte e também para aqueles que querem começar a praticá-lo.
Ivan Daniel disse que eles estão confirmando a participação no curso de duas pessoas, sendo que uma é do Rio de Janeiro e, outra, de São Paulo. "Estamos acertando com Luís de França, técnico da Seleção Brasileira de Badminton, que mora em São Paulo, e com Cláudio Oliveira, presidente da Federação do Rio de Janeiro",declarou.
O Badminton é um esporte individual ou de duplas, semelhante ao tênis, praticado com raquetes e peteca, existente há mais de 2000 anos. É o segundo esporte mais praticado no mundo, sendo o mais rápido esporte de raquetes, com a peteca alcançando velocidades de até 350 km/h em um "smash".

Diário do Amapá, 10 de fevereiro de 2010.

10 de fevereiro de 2010

Exercícios para melhorar seu jogo

O texto abaixo eu encontrei no Blogminton, do amigo Ricardo Nagato. É um texto originalmente em inglês, mas o Nagato publicou já traduzido para o português. Por isso que eu digo que o Blogminton é o melhor blog de badminton do Brasil. Vamos ao texto:

Melhore seu jogo com exercícios de badminton

Artigo extraído de http://www.articlesbase.com/sports-and-fitness-articles/improve-your-game-with-badminton-drills-1746904.html, de autoria de Chau Yap, editor do Badminton-Information.com.

Jogar muito badminton pode ajudar seu jogo, mas se você quer realmente melhorar, você precisa praticar exercícios também. Vários exercícios podem ajudá-lo a focar em alguns movimentos e golpes para ajudá-lo a desenvolver seus músculos e aumentar sua velocidade. Alguns exercícios você pode fazer sozinho, mas você também irá precisar de um parceiro para outros.

Badminton "Sombra"

O primeiro exercício é o badminton sombra, que é jogado sem peteca e com um parceiro. Deixe seu parceiro se movimentar pela quadra e dê os seus golpes (acompanhando seu parceiro) como se fosse um jogo real. Embora não haja peteca, você deve se esforçar neste exercício e jogar como se fosse um jogo de verdade.

Exercício de Rali contra a Parede

Você pode fazer este exercício sozinho e você irá precisar de uma peteca velha também. Faça seus golpes contra uma parede (com pelo menos 6 metros de altura) para fortalecer seus braços. Você pode até marcar a parede em 1,55 metros para mostrar onde a rede deveria estar. Tente acertar a peteca assim que ela rebater na parede para melhorar sua velocidade, reflexos (tempo de reação) e movimentos de punho.

Múltiplas Petecas

Um parceiro deve ter um certo número de petecas para usar nesses exercícios. Você toma sua posição em seu lado da quadra, com seu oponente do outro lado. Ele rapidamente serve para você, colocando a peteca em diversas partes da quadra para você retornar. Uma variação deste exercício tem o seu parceiro servindo para o fundo de quadra de forma que você pratique seus clears, drives e smashes. Alternativamente, você pode ficar próximo à rede para praticar uma variedade de batidas na rede.

Jogo de Simples em Meia Quadra

Este é mais como um jogo real com outra pessoa. Apenas jogue uma partida normal de simples de badminton, mas apenas em uma metade da quadra. Você pode melhorar seu trabalho de pernas e resistência com este exercício.

2 Contra 1

Contrapor você contra 2 pessoas é um ótimo exercício para melhorar sua velocidade, resistência e precisão dos golpes. Tenha 2 parceiros jogando contra você usando uma formação de ataque frente-trás (um parceiro à frente e outro atrás), de forma que você possa focar seu jogo sob pressão.

Passar algum tempo entre jogos com qualquer um desses exercícios (ou todos eles) é um tiro certo para melhorar suas habilidades no badminton e começar a ganhar mais jogos.

8 de fevereiro de 2010

Táticas de jogo - 11ª parte

Estratégias de Duplas Mistas

Nesta discussão sobre duplas mistas, assume-se que homens e mulheres desejam jogar dupla mista e estão preparados para aceitar as responsabilidades cabíveis a cada um.

Por questão de organização, discutiremos duplas mistas sob os seguintes títulos:
I - Saque para Mulheres;
II - Saque para Homens;
III - Recepção de Saque para Mulheres;
IV - Recepção de Saque para Homens;
V - Jogo Ofensivo - Tarefas da Mulher;
VI - Jogo Ofensivo - Tarefas do Homem;
VII - Jogo Defensivo - Tarefas da Mulher;
VIII - Jogo Defensivo - Tarefas do Homem;
IX - Conclusão.

I - Saque para Mulheres

Muitos homens em duplas mistas têm o hábito de intimidar a mulher adversária cortando o saque dela diretamente sobre ela. Isto tende a ter um efeito composto porque o medo da cortada leva a um saque pior. O segundo efeito é irritar o parceiro dela por causa do serviço ineficiente. Então, a mulher em duplas mistas deve praticar:

1) Um serviço curto bem rente à rede. O que é importante é que o saque passe bem rente ao topo da rede, o quão dentro da área de saque ele cai, é de menor importância.

2) A mulher também deve desenvolver um segundo saque - de efeito ou alto - que é disfarçado até o ponto de contato para parecer com um saque curto.

Uma mistura adequada destes saques deve tirar o homem do time adversário da zona de equilíbrio levando-o a perder eficiência rapidamente. Tente não mostrar que você tem medo de jogo rápido, olhe-o nos olhos antes do saque e então decida calmamente qual será o seu tipo de saque.

Depois de um saque curto, mantenha sua raquete para cima, seguindo a direção do saque, até ficar sobre o "T" formado pela linha central e a linha de saque frontal. Depois de um saque longo, a ação defensiva será descrita no tópico "Jogo Defensivo - Tarefas da Mulher".

Fonte: Federação de Badminton do Estado de São Paulo - FEBASP

5 de fevereiro de 2010

Empunhadura

Já falei aqui no blog sobre empunhadura, é um assunto importante na técnica do badminton. Muitos praticantes têm dificuldade de manter essa técnica durante o jogo (é o meu caso), outros não possuem ou não conhecem a técnica.

Um praticante de badminton aqui do Amapá que sempre fala da empunhadura é o Pedro Ivo. Ele fica fazendo o movimento de pegada no grip da raquete pra todo mundo ver o tempo todo (rsrsrsrs...), então eu resolvi ajudá-lo nessa sua árdua batalha de ensinar a empunhadura correta.

Assistam a esses dois vídeos, um com a empunhadura de forehand (à esquerda) e outro de backhand (à direita).

video video

3 de fevereiro de 2010

Calibre e Encordoamento - 2ª parte

MUDANÇAS NA PRESSÃO DA CORDA AFETAM A PERFORMANCE DA RAQUETE

A raquete e a corda devem trabalhar em conjunto como uma unidade, assim escolher a pressão correta é uma das decisões mais importantes na escolha do equipamento que um jogador pode fazer. Não devemos pensar no passado, quando todas as raquetes eram feitas do mesmo material (madeira), todas tinham o mesmo desenho de cabeça e todas eram encordoadas com 15 lbs. de tensão. O desenvolvimento e uso de novas tecnologias fizeram com que a escolha entre tipos de encordoamento se tornasse bem mais complexa.

Existem atualmente inúmeros desenhos diferentes de cabeça de raquetes, tamanhos, padrões de encordoamentos, grande variedade na ação do cabo das raquetes, de flexíveis a totalmente inflexíveis. A tensão da corda deve ser feita considerando todos estes dados. A tensão de encordoamento recomendada hoje em dia varia de 15 a 24 lbs. ou mais. Isto quer dizer que existe um grande espaço para se cometer erros. Ou utilizar estes dados de uma maneira mais profissional e clara: existe uma grande oportunidade do jogador fazer um ajuste fino de sua raquete para que se encaixe em seu estilo de jogo, alterando a pressão da corda dentro de uma grande variação. Se você não gosta da performance de sua raquete, nunca pense em trocar por outra antes de testar cordas diferentes e tensões diferentes.

A equação básica é:

Maior tensão

é igual a maior controle

Menor tensão

é igual a maior potência


A corda com menor tensão tem maior flexibilidade e se estica quando entra em contato com a peteca e rapidamente volta para seu comprimento inicial. Este efeito trampolim (ou retorno) adiciona potência na batida. Se a raquete estiver encordoada com alta pressão, terá menor flexibilidade, ocasionando um menor efeito trampolim. Por outro lado, corda com alta tensão ficará mais firme com baixa flexibilidade, fazendo com que facilite o controle na direção onde quer se jogar a peteca. Todavia tenha em mente estes limites: pressão excessiva faz com que a corda e a raquete se quebrem mais facilmente e pressão muito baixa faz com que perca totalmente o controle e a potência.

Uma raquete perde cerca de 10% da tensão um dia após seu encordoamento e também se não for utilizada. A tensão, conforme se usa a raquete, vai diminuindo com o tempo. A perda de tensão é devido à flexibilização a nível molecular e isto é um fato que tem que ser considerado: trabalhe com esta informação e não contra isto. Pense em termos de uma pressão de encordoamento como a inicial, ou tensão referência. Aprenda qual tensão referência funciona melhor para você durante a vida útil da corda e siga esta informação.

Verificar a tensão em uma raquete já encordoada pode ser feita com um equipamento especial, mas não é um exercício muito correto. Quando a corda fica muito solta (se não estiver ainda rompida), quer dizer que as moléculas já se esticaram consideravelmente, aumentar a pressão da corda na raquete, não a fará retornar para sua forma original. Portanto, não perca tempo em medir a pressão do encordoamento de sua raquete, faça um novo.

A fabricação da corda por si mesma afeta a tensão da corda e sua performance. O núcleo da corda, o qual fornece as características primárias de resistência e potência, é feito de uma quantidade de diferentes polímeros. Cada um com diferentes níveis de elasticidade, estabilidade da tensão, durabilidade etc. Os filamentos usados para fabricar estes núcleos variam em tamanho, quantidade e orientação - por exemplo: torcidos ou lisos - entre diferentes modelos de cordas.

Cuidados semelhantes são aplicados também na capa da corda, a qual fornece a principal resistência à abrasão e características de “controle”.

O ponto a ser aqui destacado é que a fabricação de cordas é um assunto muito técnico, o qual na verdade é realmente entendido somente pelos engenheiros têxteis especializados nesta área. Em geral, os jogadores devem ignorar estes detalhes técnicos e prestar atenção em como ele sente a corda no seu jogo.

Sempre é uma boa idéia discutir com um técnico certificado em encordoamento que entende realmente de badminton. Mas entender sobre tensão de cordas é mais parecido com um teste de Português do que Matemática: não existe somente uma resposta e a decisão final tem que ser feita pelo jogador, baseada em suas habilidades, estilo de jogo e preferências. Se você for fisicamente forte, você deve querer adicionar controle em seu jogo encordoando sua raquete com mais pressão. Ou você quer que suas batidas sejam mais fortes encordoando com menos pressão. Ou você pode escolher algo entre um balanço de potência e controle. Do mesmo modo que os jogadores mais técnicos que não são fisicamente muito fortes: você pode selecionar uma tensão de corda que maximize suas vantagens, minimize suas desvantagens ou fraquezas ou consiga uma média de todas as opções. Conhecendo como a tensão do encordoamento afeta seu jogo, você irá otimizar a sua própria performance e da sua raquete.

Fonte: Confederação Brasileira de Badminton (Colaboração: Celso Wolf Júnior - Presidente da CBBd)

1 de fevereiro de 2010

Pictogramas Londres 2012

Visitando o blog Londres Olímpica, do jornalista Everton Domingues, encontrei os pictogramas dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Além de jornalista, Everton é pesquisador apaixonado por esportes, com quase 30 aos de caminhada olímpica, de atleta a profissional da informação, participando, entre outras, das coberturas dos últimos seis Jogos Olímpicos, além das quatro mais recentes Olimpíadas de Inverno. Já fez parte das equipes da ESPN, SBT, Record e Globo, todas na cidade de São Paulo.

O curioso dos pictogramas de Londres 2012 é que foram criados dois tipos de design para cada modalidade. O primeiro é a tradicional silhueta, com fundo preto e símbolo branco ou vice-versa. O segundo é o dinâmico, que foi inspirado no mapa das linhas do metrô londrino, o mais antigo do mundo, operando desde 1863.

Separei os pitctogramas do badminton. Vejam como ficaram: