17 de fevereiro de 2010

Calibre e Encordoamento - 3ª parte

COMBINAÇÃO DIÂMETRO DA CORDA E TENSÃO

Muito da potência nas raquetes de badminton vêm do efeito trampolim, quer dizer o estiramento e o retorno rápido da corda após o contato com a peteca. Quanto mais elástica a corda, mais potência é gerada. Cordas finas são naturalmente mais elásticas do que cordas mais grossas. Encordoamentos com baixa pressão podem se esticar mais do que os de alta pressão. Então se você quer aumentar a sua potência no jogo (e quem não quer?) existem duas maneiras de se conseguir isto.

O outro lado da moeda é o controle. Quanto mais a corda se estica no impacto com a peteca, mais difícil é controlar sua direção e os efeitos. Imagine tentar jogar tênis de mesa com uma raquete com o fundo redondo ao invés de uma raquete plana. Isto é particularmente importante para as batidas fora do centro da raquete, onde a corda se estica mais em um dos lados onde a peteca toca do que em outro, produzindo um efeito trampolim fora do centro da raquete.

O controle é também afetado por um segundo fenômeno, o qual é chamado tempo de toque. Quanto mais a corda estica, mais longo o tempo de toque, durante o qual a peteca permanece em contato com a raquete. Com um encordoamento de alta pressão, a peteca salta da raquete no mesmo instante. O jogador pode sentir e ver o instante do contato e ajustar o ângulo da raquete corretamente. Mas com um encordoamento elástico, a peteca é carregada pela raquete com grande grau de variação como um arco. É difícil para o jogador saber exatamente este grau de variação na batida neste caso tornando-se difícil fazer um ajuste apropriado.

Usando-se uma corda mais grossa, ou encordoando com alta pressão, será produzido um encordoamento mais firme e melhora o controle sobre a peteca - exatamente o oposto - naturalmente, das leis do encordoamento para ter mais potência. Mas aqui temos mais um fator a considerar: com a mesma tensão em libras, uma corda mais fina é mais elástica do que uma mais grossa, então a corda mais fina se comporta como se fosse mais grossa. Se você estiver usando uma corda com diâmetro de 20, encordoe com 22 libras de pressão e mude para uma mais fina, com 21 de diâmetro para obter mais potência. Você neste caso provavelmente terá que reduzir a pressão para 17 ou 18 lbs. Com 22 lbs. a corda mais fina parecerá muito dura e você na realidade sacrificará a potência, se comparar com uma corda mais grossa. Chamamos este fenômeno de tensão relativa.

Mudando a tensão você poderá ajustar a potência ou controle que pode conseguir com qualquer corda, grossa ou fina. Mas isto não quer dizer que cordas finas ou grossas podem se comportar identicamente. A corda mais fina penetra um pouco mais na cortiça da peteca no impacto e isto tende a melhorar o controle. Corda mais fina gera menos resistência no ar, fazendo com que a raquete possa ser movimentada um pouco mais rápida, mais potência. Ambos estes fatores são tão pequenos, todavia, que poucos jogadores podem detectar todos estes efeitos.

Por outro lado, cordas mais grossas são mais duráveis e mantém a tensão por mais tempo, assim mais econômicas. E se você não for o tipo de jogador que encordoa as raquetes freqüentemente, você obterá uma performance melhor por causa do uso prolongado de cordas mais grossas.

Resumindo, veja a seguinte tabela:

Corda escolhida

Potência

Controle

Durabilidade

Diâmetro fino/Baixa tensão

Alta

Baixo

Média

Diâmetro fino/Alta tensão

Média

Médio

Baixa

Diâmetro grosso/Baixa tensão

Média

Médio

Alta

Diâmetro grosso/Alta tensão

Baixa

Alto

Média


Fonte: Confederação Brasileira de Badminton (Colaboração: Celso Wolf Júnior - Presidente da CBBd)
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