23 de março de 2011

Altos e baixos... mais baixos.

O badminton amapaense está passando por um momento de muita instabilidade. Ao mesmo tempo que acontecem coisas boas, como a legalização da Federação de Badminton do Amapá - FEBAP, a inclusão do esporte nos Jogos Escolares estaduais, mais quadras pintadas no principal ginásio do Estado; acontecem coisas ruins também, como a perda forçada de quatro quadras em um ginásio alugado, o já anunciado fechamento para reformas do ginásio Paulo Conrado, o fim de uma escolinha gratuita por falta de recursos financeiros.

As coisas ruins que estão acontecendo podem se transformar num retrocesso enorme para o desenvolvimento do badminton aqui no meio do mundo. O que se percebe é que a visibilidade que conseguimos dar ao esporte por aqui gerou uma movimentação nos bastidores esportivos (leia-se: esportes "tradicionais") no sentido de impedir que nos firmemos como esporte forte, que caminha para a massificação e, consequentemente, com o mesmo direito ao espaço que as Federações "grandes" têm. Nossos horários foram cedidos

Ontem, durante uma aula do Prof. Aldir na escolinha da SEDEL (Secretaria de Estado do Desporto e Lazer), uma pessoa estava filmando com o celular toda a movimentação. Nós sabemos que haverá uma escolinha de badminton numa outra escola particular, além daquela onde o Aldir já dá aula. Era essa escola que alugava seu ginásio para um grupo grande de praticantes, mas que de uma hora pra outra, sob nova gestão, inviabilizou a permanência do badminton aumentando em cinco vezes o valor do aluguel. Coincidência? Não sei. O responsável por essa escolinha não possui conhecimento e nem capacitação para ensinar badminton, e a escola demonstra com isso uma total falta de compromisso com o esporte.

No Twitter o Prof. Aldir desabafou ontem: "estou dando meu sangue desde 2007 pro esporte que amo, o badminton, mas estão me prejudicando de todos os lados. Cortam horários, tomam quadras... fazendo um trabalho pesado do contra. Estavam filmando minha aula com celular, pra depois colocarem um leigo pra dar aula numa escola particular. Absurdo. Sou a favor do desenvolvimento do badminton, sou o idealizador aqui no Amapá, só que desse jeito não dá, temos que começar da maneira certa."

Eu poderia ficar escrevendo aqui muito mais coisas ruins, mas quero terminar falando em coisas boas, lembrando que em 2016 teremos Olimpíadas no Brasil, e com isso os esportes olímpicos já estão no foco do Governo Federal. Ciente disso, nosso governador Camilo Capiberibe está sensível à causa esportiva, incluindo em seu plano de governo o apoio ao esporte olímpico. E continua enfatizando isso toda vez que tem oportunidade, acreditando na possibilidade do Amapá formar atletas para representar o Brasil.

Em relação ao badminton, falei para o Secretário de Esportes, Luiz Pingarilho, que foi difícil chegar até aqui, e que não podemos perder força. Que o Amapá é o único Estado da região Norte que possui prática de badminton, inclusive com Federação já constituída. Ele me respondeu que podemos contar com total apoio da Secretaria.

Outra possibilidade de apoio pode vir da Secretaria Extraordinária de Políticas para a Juventude - SEJUV, através do Secretário Alex Nazaré. Conversei com ele há alguns dias sobre o esporte, mostrou receptividade e combinamos de agendar uma reunião, que acontecerá amanhã, com a presença do Aldir também.

E assim caminha o badminton aqui no meio do mundo. Entre altos e baixos. Com muitas pedras no caminho e uma flor em cada mão*.

(* Humberto Gessinger, em "Nada Fácil". Universal: 1999)
Postar um comentário